A Vida com Mucosas Secas: Um Encontro Sincero sobre a Doença de Sjögren

No dia 23 de julho, especialistas e pacientes se reuniram em uma live especial para compartilhar experiências e informações valiosas sobre o convívio com a Doença de Sjögren. Com o tema “A vida com mucosas secas”, o encontro online proporcionou uma conversa franca sobre os primeiros sintomas, as dificuldades do diagnóstico, as opções de tratamento e os aspectos emocionais que acompanham a jornada dos pacientes.

Relatos que Conectam: As Jornadas Pessoais

A conversa foi enriquecida pelos relatos corajosos de pacientes como Regina Souza, contadora, e Silene Marques Tironi, professora aposentada. Elas descreveram seus caminhos até o diagnóstico, marcados por sintomas como a secura extrema nos olhos e na boca, fadiga intensa, dores articulares e infecções recorrentes. A Dra. Gicélia Breu, que é médica e também paciente, compartilhou sua própria perspectiva, reforçando a importância de uma escuta atenta por parte dos profissionais de saúde.

A Visão dos Especialistas

O evento contou com a participação de renomados reumatologistas. A Dra. Jaqueline Barros Lopes, Doutora em Reumatologia pela USP e Diretora de Desenvolvimento e Educação Médica da Imuno Brasil, destacou que o diagnóstico da Doença de Sjögren é um verdadeiro “quebra-cabeça”. Muitas vezes, os sintomas são variados e os exames de sangue podem não ser conclusivos, exigindo uma investigação detalhada.

O Dr. Marco Rocha Loures, professor, Doutor em Medicina e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (2022-2024), complementou, explicando que o diagnóstico é um conjunto de fatores: a clínica do paciente, a história familiar, o exame físico e exames complementares, como a cintilografia e, em casos específicos, a biópsia de glândula salivar.

Tratamento: Um Cuidado em Múltiplas Frentes

O tratamento foi abordado de forma abrangente. O oftalmologista Dr. Francisco Andrade explicou a importância do cuidado ocular para evitar danos permanentes, com o uso de colírios específicos e outras terapias. No âmbito sistêmico, os especialistas discutiram as opções de tratamento que vão desde a hidroxicloroquina até terapias imunobiológicas, escolhidas de acordo com as manifestações de cada paciente.

A live foi um espaço fundamental para troca de conhecimento e apoio, mostrando que, apesar dos desafios, a união entre pacientes e médicos faz toda a diferença. No CETI, valorizamos essa parceria e seguimos comprometidos com a pesquisa clínica para buscar novas respostas e tratamentos para a Doença de Sjögren e outras condições autoimunes.

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